8 Cidades fantasma ao redor do mundo

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Quando ouvimos falar em cidades fantasma logo nos lembramos de lugares de filmes de terror ou faroeste, mas elas são muito reais. Há uma série de povoados que por razões naturais, como explosões vulcânicas e alagamentos, ou por acontecimentos históricos, como guerras, foram abandonadas por seus moradores e tiveram suas construções quase destruídas pelo tempo. Elas estão espalhadas por vários cantos do planeta, tornando-se muitas vezes pontos turísticos, atraindo turistas interessados na história por detrás das ruínas ou mesmo em possíveis encontros sobrenaturais. Descubra um pouco mais sobre estas relíquias do tempo e da história.

 

Pompeia – Itália

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A mais antiga e conhecida cidade abandonada é Pompeia, no sul da Itália, a 22km de Nápoles. Ela foi coberta por lava, cinzas e lama após a erupção do vulcão Vesúvio, em 79 d.C., o que conservou as construções, objetos e até mesmo os corpos que foram encontrados petrificados na posição que estavam no momento em que foram atingidos. Como a cidade foi reconstruída a alguns quilômetros do local da tragédia, ignorou-se o paradeiro das ruínas por muito tempo. A cidade ficou soterrada por mais 1600 anos e só começou a ser escavada no século 18. Em 1997, foi reconhecida como Patrimônio da Humanidade, pela Unesco.

 

Chernobyl – Ucrânia

Chernobyl

Localizada no norte da Ucrânia, perto da fronteira com a Bielorrússia, encontra-se totalmente abandonada desde o maior acidente nuclear de todos os tempos. Quando o país ainda integrava a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas foi construída a usina nuclear Chernobyl, na cidadede mesmo nome. Em 1986, um dos reatores explodiu, liberando radiação nuclear extremamente nociva a toda forma de vida. A cidade foi totalmente evacuada, o reator foi isolado com uma proteção que chamam de “sarcófago” e somente há alguns anos, após ser comprovado que a radiação na área baixou a níveis seguros, foi liberada para visitação.

 

Saint Elmo – Estados Unidos

Saint Elmo

A cidade de Saint Elmo, no Colorado, surgiu no fim do século 19 como um vilarejo de mineiros. A população da cidade, assim como sua economia, variava muito de acordo com a demanda por minérios, principalmente a prata. Após a Segunda Guerra Mundial, a procura por este metal caiu muito e gradativamente os mineiros foram deixando a cidade. Na década de 1950, se tornou praticamente uma cidade fantasma, quando os últimos habitantes partiram. O lugar foi tombado como patrimônio nacional americano e atrai muitos turistas, por seu clima de faroeste, que ainda preserva algumas construções da época.

 

Oradour-sur-Glane – França

Oradour-sur-Glane – França

Desta pequena cidade francesa hoje só restam ruínas. Atacada pelos nazistas em 1944, teve sua população exterminada cruelmente em um dos ataques mais covardes da Segunda Guerra Mundial. A cidade não foi reconstruída por ordem do então presidente Charles De Gaulle, que decretou que as ruínas fossem mantidas como estavam como um memorial a todos os mortos pelo nazismo em território francês. A nova Oradour-sur-Glane foi construída a poucos quilômetros dali e, apesar da história triste, o passeio pelas ruínas é muito interessante. Em 1999, Oradour-sur-Glane foi nomeada cidade-mártir e recebeu um memorial oficial.

 

Bodie – Estados Unidos

Bodie – Estados Unidos

Bodie, na Califórnia, foi outro vilarejo americano que cresceu por conta da mineração. Na região havia abundância de ouro, o que começou a atrair muitos mineiros. Eram cerca de 20 quando descobriram as primeiras jazidas em 1861, e o local chegou ter uma população de 10 mil pessoas por volta de 1880. Quando as minas começaram a “secar”, muitos habitantes partiram em busca de oportunidades em outros lugares e a cidade foi aos poucos sendo abandonada. Ainda restam cerca de 100 edificações que são preservadas pelo governo da Califórnia, desde 1962, quando passou a ser um parque nacional.

 

Fengdu – China

Fengdu – China

Situada à beira do Rio Yang-tsé, Fengdu foi evacuada para a construção da hidrelétrica Três Gargantas, em 2003. Boa parte da cidade ficou submersa após a construção da barragem e da represa – as maiores do mundo – e o que resta são ruínas e prédios abandonados. Mas a cidade sagrada para os taoístas já era conhecida por seu tom sombrio, repleta de estátuas e imagens demoníacas. Por sorte, para os que seguem esta crença e para os fãs de passeios sinistros, boa parte dos templos e construções sagradas está localizado na região montanhosa da cidade que permanece intacta.

 

Balestrino – Itália

Balestrino – Itália

Balestrino foi um belíssimo povoado medieval que vivia da produção de azeite de oliva, localizado na província de Savona, noroeste da Itália, a cerca de 70 km de Genova. A cidade, construída em uma área montanhosa por volta do século 11, foi sendo abandonada aos poucos, a partir do fim do século 19, por causa de recorrentes terremotos. Em 1953 foi finalizada a evacuação da cidade, mas ainda hoje, apesar da instabilidade, restam muitas edificações. É uma forte atração turística da região e especula-se que o governo italiano tem projetos de revitalização para a vila.

 

Tomioka – Japão

Tomioka – Japão

Em 2011, o Japão foi vítima de um terremoto e um tsunami que provocaram um acidente na usina nuclear de Fukushima. Com o vazamento de radiação, várias cidades foram afetadas, entre elas Tomioka, a 10 km da usina. Todos os habitantes da cidade foram retirados, com exceção do agricultor Naoto Matsumura que decidiu ficar e cuidar de suas terras e animais. Como o vazamento não foi tão grande quanto o de Chernobyl, em março de 2013 o governo japonês permitiu que os moradores retornassem às suas casas para recuperá-las e limpá-las. Ainda não se sabe ao certo quando a área será liberada para o retorno definitivo.

 

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